Não, não digas nada. Não há algo que possa tirar essa dor que colocaste aqui dentro. Não, não digas nada. Não quero ouvir-te, não quero tuas explicações. Da tua boca só saem mentiras e não quero essas coisas que dizes. Não quero tua voz maculando meus ouvidos.
O que fizeste não tem justificativa, não perdão para uma atitude tão inescrupulosa e infantil. Não quero mais ouvir tua voz, por favor, vá embora agora. Deixa-me sozinha com minhas mágoas e pezares. Vá e não olhes mais para trás, não me tentes com teus olhares novamente. Vá, não me conteste.
É o que querias, por que te arrependes agora? Pretendias deixar-me desde o início, eu sei, então pare com teus fingimentos tolos, não quero mais assistir teu remorso falso pelas lágrimas que provocaste. Vá, eu imploro.
Vá! Não tens direito a assistir ao meu pranto, pra que? Para vangloriar-te com teus amigos depois? Não às minhas custas, vá. Cala-te. Não farei parte do teu jogo, não representarei o papel que queres que que represente, não te pedirei que fiques, queres ir, então vá e dê-se por satisfeito com os momentos em que fiz o que querias até hoje, não espere reprises. Não vou expor-me ao ridículo seguindo teus desejos.
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Ah! Querido, que mal me fizeste, que falta me fazes. Não me atrevo a crer até hoje que era tudo mentira, parecia tão real, tão verdadeiro. Como fui tola. Crédula. Agora estou sozinha, olhando teu retrato.
Textos que me vem prontos à mente. Textos que falam sobre o vivi ou sobre o que vi sendo vivido. Textos feitos de pessoas, de imagens marcantes, de olhos com lágrimas, de sentimentos calados.
sábado, 4 de setembro de 2010
Pedido de casamento
E se eu te der tudo qu tenho, que darás a mim? Que ficará pra mim? Qual será a minha parte? E qual vai ser a parte minha que ficará pra mim? Pois, se eu te dou tudo, dou-te inclusive eu. Diga-me, meu amor, o que caberá a mim? Quais serão os meus direitos e deveres?
Qual parte da responsabilidade será a minha, todas ou nenhuma? Pois, se eu sou quem doa tudo, então, tudo que acontecer será minha responsabilidade, no entanto, se não tenho nada, como posso ter que arcar com as consequências?
Diga-me, querido, se eu te der tudo que tenho, que será meu? Que será eu?
Não, fiquemos contentes com o pouco que nos damos, que esse pouco não te impõe nada, que esse pouco não te faz perguntas, que esse pouco não tira de mim a posse de mim mesma, que esse pouco não nos mostra os buracos nos lençóis que nos cobrem, que esse pouco não tira pedaços euquivalentes de cada um de nós para trocá-los, que esse pouco não nos pede nada. Não, tu é que pedes a ele mais dele, eu que que peço mais de ti. Tu que não te satisfazes com uma só dança, eu que não me satisfaço com um só jantar.
O pouco nos une na distância, pois, na distância, ele nos faz pensar nele e sentir falta. O pouco não nos revela os defeitos mútuos que temos e não gostamos. não, meu amor, deixemos como está, que quando estou sozinha é quando mais te quero.
Qual parte da responsabilidade será a minha, todas ou nenhuma? Pois, se eu sou quem doa tudo, então, tudo que acontecer será minha responsabilidade, no entanto, se não tenho nada, como posso ter que arcar com as consequências?
Diga-me, querido, se eu te der tudo que tenho, que será meu? Que será eu?
Não, fiquemos contentes com o pouco que nos damos, que esse pouco não te impõe nada, que esse pouco não te faz perguntas, que esse pouco não tira de mim a posse de mim mesma, que esse pouco não nos mostra os buracos nos lençóis que nos cobrem, que esse pouco não tira pedaços euquivalentes de cada um de nós para trocá-los, que esse pouco não nos pede nada. Não, tu é que pedes a ele mais dele, eu que que peço mais de ti. Tu que não te satisfazes com uma só dança, eu que não me satisfaço com um só jantar.
O pouco nos une na distância, pois, na distância, ele nos faz pensar nele e sentir falta. O pouco não nos revela os defeitos mútuos que temos e não gostamos. não, meu amor, deixemos como está, que quando estou sozinha é quando mais te quero.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Agonia da ausência
Não aguento mais fingir que não me fazes falta. Não suporto não te contar meus segredos. Essa distância entre nós me causa dor na carne e minha respiração está uma bagunça.
O ar se comprime ao meu redor e tenho que me encolher porque estou sozinha. Mau café está frio e meus cigarros acabando. Queria conhaque, mas não tenho dinheiro.
Intrínseca em mim , uma inquietude que me abala forte e faz minhas mãos tremerem. O vento está forte e farto nesse bar de esquina e deixei meu casaco em casa, achei que faria sol mas as nuvens escondidas apareceram.
Não gosto de ficar zoinha. Quero ajuda. Alguém pra levantar-me dessa cadeira dura e levar-me pra longe. Longe de mim e longe da tua ausência.
O ar se comprime ao meu redor e tenho que me encolher porque estou sozinha. Mau café está frio e meus cigarros acabando. Queria conhaque, mas não tenho dinheiro.
Intrínseca em mim , uma inquietude que me abala forte e faz minhas mãos tremerem. O vento está forte e farto nesse bar de esquina e deixei meu casaco em casa, achei que faria sol mas as nuvens escondidas apareceram.
Não gosto de ficar zoinha. Quero ajuda. Alguém pra levantar-me dessa cadeira dura e levar-me pra longe. Longe de mim e longe da tua ausência.
domingo, 8 de agosto de 2010
Incondizente
Eu sei o que disse, e até ontem à noite eu poderia jurar ser a mais pura verdade. Hoje já não tenho tanta certeza, estou confusa. E odeio isso. Estava perfeito quando eu tinha certeza dos meus sentimentos e eles não eram diferentes dos teus, agora eu corro risco. Eu sei que agora estás aqui, mas não sinto como se estivesses, sinto como se de repente fosse chegar um vento forte e levar-te para o aqui de outra pessoa sem que haja resistência tua, porque não estás ligado a mim, nós não nos amamos, simplesmente gostamos da companhia um do outro.
Quer dizer, agora já não sei se isso é recíproco. É que minhas reações não condizem com o que suponho sentir. São reações de algo mais forte, mais profundo, mais inquieto. São reações de paixão, de amor, sei lá. Pelo menos eu acho que são. Ninguém sai por aí sentindo ciúme de alguém se não amar esse alguém, não é? Mas eu senti ciúme ontem, eu senti. Ver-te conversando com aquela garota... Eu pude sentir a alegria na tua voz. Alegria que eu não sinto quando somos só nós.
E já disseste que simplesmente gostas de mim e eu estou ficando maluca com isso. É claro, eu pensava que eu também simplesmente gostava de ti, mas agora, agora não sei o que penso nem o que sinto nem o que penso que sinto. Agora, assim de repente, veio um medo de perder-te. E antes, quando me imaginava sem ti, não me vinha esse calafrio na espinha, não sentia essa agonia. Não, algo mudou. Deve ser a minha eterna mania de viver as coisas muito mais dentro de mim do que onde elas realmente acontecem que mudou o que quer que seja aqui dentro.
E o pior é esse medo de dizer-te que acho que algo mudou. Tenho medo, sim. É tão pouco o tempo que estamos juntos e tão pouco o tempo em que dissemos um pro outro que não nos amamos, tenho certeza de que nada mudou em ti. E tinhas medo de que eu sentisse mais. E agora já não posso acalmar teu medo. Nem essa droga de vontade de agradar-te. Uma merda, tudo. Uma grande merda. Uma merda que eu me sinta tão bem nos teus braços. Uma merda saber que pra você tanto faz. Uma merda achar que agora preciso muito mais de ti do que tu precisas de mim.
Quer dizer, agora já não sei se isso é recíproco. É que minhas reações não condizem com o que suponho sentir. São reações de algo mais forte, mais profundo, mais inquieto. São reações de paixão, de amor, sei lá. Pelo menos eu acho que são. Ninguém sai por aí sentindo ciúme de alguém se não amar esse alguém, não é? Mas eu senti ciúme ontem, eu senti. Ver-te conversando com aquela garota... Eu pude sentir a alegria na tua voz. Alegria que eu não sinto quando somos só nós.
E já disseste que simplesmente gostas de mim e eu estou ficando maluca com isso. É claro, eu pensava que eu também simplesmente gostava de ti, mas agora, agora não sei o que penso nem o que sinto nem o que penso que sinto. Agora, assim de repente, veio um medo de perder-te. E antes, quando me imaginava sem ti, não me vinha esse calafrio na espinha, não sentia essa agonia. Não, algo mudou. Deve ser a minha eterna mania de viver as coisas muito mais dentro de mim do que onde elas realmente acontecem que mudou o que quer que seja aqui dentro.
E o pior é esse medo de dizer-te que acho que algo mudou. Tenho medo, sim. É tão pouco o tempo que estamos juntos e tão pouco o tempo em que dissemos um pro outro que não nos amamos, tenho certeza de que nada mudou em ti. E tinhas medo de que eu sentisse mais. E agora já não posso acalmar teu medo. Nem essa droga de vontade de agradar-te. Uma merda, tudo. Uma grande merda. Uma merda que eu me sinta tão bem nos teus braços. Uma merda saber que pra você tanto faz. Uma merda achar que agora preciso muito mais de ti do que tu precisas de mim.
Sem sono
Para dormir é necessário estar tranquilo.
Para estar tranquilo é necessário ser feliz.
Para ser feliz é necessário sorrir.
Às vezes acho que posso me obrigar a dormir, mas nunca sorrio quando é necessário. Então escrevo.
Para estar tranquilo é necessário ser feliz.
Para ser feliz é necessário sorrir.
Às vezes acho que posso me obrigar a dormir, mas nunca sorrio quando é necessário. Então escrevo.
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